Podem produzir-se raios mesmo que não chova?

Recentemente recebemos uma consulta pelo nosso email que, embora simples na sua abordagem, tem uma resposta mais complexa do que aparenta:

“Podem produzir-se raios mesmo que não esteja a chover?” 

Uma breve explicação:

As nuvens tipo cumulonimbus são as nuvens associadas às trovoadas. Este tipo de nuvens, pela configuração que têm, produzem uma série de mecanismos de eletrificação que podem originar raios.

É certo que os mecanismos de eletrificação e de precipitação podem influenciar-se entre si, mas são mecanismos independentes e com uma influência local. Isto quer dizer que numa zona concreta da nuvem pode acumular-se carga elétrica suficiente para que se produza um raio, no entanto a precipitação ainda não está madura ou ocorre noutro local.

Sobre certas condições podem produzir-se efeitos de eletrificação mediante outros mecanismos diferentes dos habituais, que permitam a acumulação de carga elétrica suficiente para provocar raios.

Exemplos de estes outros mecanismos:

·         as trovoadas de areia, onde a fricção provoca eletrificação;

·         erupçõesvulcânicas, pela elevada temperatura;

·         mudanças na composição do ar, originadas pela contaminação local ou arrastada pelo vento, como certos processos de ionização se podem dar localmente em zonas de montanhas altas ou em estruturas elevadas ao se verem submetidas ao campo elétrico.

Em conclusão: mesmo que o mais provável é os raios virem acompanhados de chuva, também podem existir sem que exista precipitação.

Em qualquer caso é importante assegurar que os para-raios instalados funcionam adequadamente sobre condições atmosféricas adversas. Graças ao seu desenho, o para-raios DAT CONTROLER® PLUS, supera favoravelmente os ensaios da norma UNE – EN 60060-1 e possui um certificado de funcionamento em condições de chuva, demonstrando um isolamento superior al 95%.