Sobretensões transitórias: o que são, que danos podem causar e tipos de protetores adequados

O que são as sobretensões transitórias?

Os protetores contra sobretensões são dispositivos que têm como objetivo principal proteger a instalação elétrica, conduzindo à terra as voltagens superiores a um limite seguro antes de chegarem aos aparelhos elétricos. Na Aplicaciones Tecnológicas oferecemos uma ampla gama de protetores contra sobretensões, tanto permanentes como transitórias, para a proteção de instalações elétricas. Neste artigo vamos centrar-nos especificamente nos protetores contra sobretensões transitórias.

As sobretensões conhecidas com transitórias, são aumentos de voltagem de muito curta duração, medidas entre dois condutores, ou entre o condutor e a terra. Pode dever-se a descargas elétricas atmosféricas (raios) ou a processos de comutação ou avarias (contacto a terra ou curto-circuito.)

Estas sobretensões podem provocar um envelhecimento prematuro dos componentes e/ou danos nos equipamentos ligados à rede elétrica. Os dispositivos de proteção contra sobretensões transitórias podem ser descarregadores a gás, varistores de oxido de zinco, díodos supressores, disruptores de terras, combinações dos anteriores, etc. Podem dividir-se em três tipos segundo o nível de proteção que oferecem:

TIPOS DE PROTETORES

Protetor TIPO 1

Protegem contra a descarga direta do raio. São ensaiados com uma onda de corrente 10/350 µs. Instalam-se em locais onde as correntes e efeitos eletromagnéticos do raio, não estão atenuados. Também são necessários na origem da instalação quando o edifício dispõe de sistemas de proteção externa contra o raio (para-raios, pontas Franklin, gaiolas de Faraday).

Protetor TIPO 2

Estes limitadores são ensaiados com uma onda de corrente de descarga de 8/20 µs, simulando os efeitos secundários do raio. São destinados a limitar as sobretensões transitórias e derivar as ondas de corrente até à terra para balizar a amplitude desta sobretensão a um valor não perigoso para a instalação e aparelhos elétricos. Instalam-se em locais onde as correntes e efeitos eletromagnéticos do raio já estão atenuados.

Protetor TIPO 3

Protegem contra as sobretensões industriais mais atenuadas. São ensaiados com uma onda de corrente combinada de impulso de tensão 1,2/50 µs- e corrente 8/20 µs, simulando sobretensões já muito amortecidas. Normalmente instalam-se perto dos equipamentos mais delicados ou quando estão a mais de 30 metros do protetor prévio.

Os parâmetros mais significativos para cada um destes tipos são:

Fonte: Guia-BT-23 “Guia técnico de aplicação: Proteção em instalações interiores. Proteção contra sobretensões.”

Protetores Tipo1, 2 e 3 de Aplicaciones Tecnológicas

Tipo 1: ATSHOCK

Os protetores da série ATSHOCK foram submetidos a ensaios em laboratórios oficiais e independentes como protetores de Tipo 1 e 2 segundo a norma UNE-EN IEC 61643-11 e o GUIA-BT-23 do REBT.

ATSHOCK Aplicaciones Tecnológicas

Principais características:

  • Ligação de duplo borne para facilitar os cabos (limite a 63 A).
  • Constituídos por descarregadores de gás com capacidade para suportar correntes muito altas.
  • Coordenável com as series ATSUB e ATCOVER.
  • Tempo de resposta curto.
  • Não produzem deflagração.
  • Não produzem em nenhum momento a interrupção das linhas de fornecimento.
  • Grande capacidade energética.
  • Limita as correntes consecutivas da rede.
  • Dispõe de botão de teste para comprovar o estado do protetor. Se o avisador acender uma luz verde, significa que o protetor está em bom estado. Caso contrário, substituir. Este indicador não gera nenhuma corrente de funcionamento resultante do controle de estado e não incrementa as fugas à terra durante o funcionamento normal.
  • Cumpre os requisitos da IBERDROLA para a proteção contra sobretensões tipo 1 na Centralização de Contadores.
  • É imprescindível a Ligação à terra e que as redes de terra de toda a instalação estejam unidas para que a proteção seja correta.

Tipo 2: ATSUB

Protetor para linhas de fornecimento elétrico tipo TT. Proteção neutro-terra. Uc = 460 VAC (L-L). Imax =40 kA. Up(In) = 1400 V. Up(1,2/50) = 700 V. Tamanho 4DIN. Ensaiado e certificado como protetor tipo 2 segundo a norma UNE-EN IEC 61643-11 e o GUIA-BT-23 do REBT.

Principais características:ATSUB Aplicaciones Tecnológicas

  • Adequado para equipamentos de categorias I, II, III, IV segundo a ITC-BT-23.
  • Módulos desencastráveis que permitem a sua substituição em caso de avaria ou falha.
  • Proteção compacta multipolar.
  • Constituídos por varistores de oxido de cinco com capacidade de suportar correntes muito altas.
  • Coordenável com as séries ATSHOCK, ATSHIELD e ATCOVER.
  • Tempo de resposta curto.
  • Não produzem deflagração.
  • produzem em nenhum momento a interrupção das linhas de fornecimento elétrico.
  • Dispositivo termodinâmico de controle.
  • Instalam-se em paralelo com a linha de baixa tensão.
  • A instalação deve realizar-se sem tensão na linha.
  • É imprescindível a Ligação à terra. Para que a proteção seja correta, as redes de terra de toda a instalação devem estar unidas, diretamente ou mediante disruptor de terras e a sua resistência deve ser inferior a 10 Ω.

Tipo 3: ATCOVER

Protetor de 3 fases, neutro e terra para linhas trifásicas de 400V(L-L). Imax(8/20) = 30kA. Up = 900V. Ensaiado e certificado como protetor de Tipo 2+3 segundo a norma UNE-EN IEC 61643-11 e o GUIA-BT-23 do REBT.ATCOVER Aplicaciones Tecnológicas

Principais características:

  • Ligação a duplo borne para facilitar o cabo (limitado a 63 A ).
  • Proteção multipolar compacta.
  • Proteção em modo comum e diferencial.
  • Coordenável com as series ATSHOCK, ATSHIELD e ATSUB.
  • Tempo de resposta curto.
  • Não produzem deflagração.
  • Não produzem em nenhum momento a interrupção das linhas de fornecimento elétrico.
  • Grande capacidade de derivação energética.
  • Limita as correntes consecutivas da rede.
  • Saída livre de potencial para alerta remoto.
  • Instala-se em paralelo com a linha de baixa tensão.
  • É imprescindível a ligação à terra. Para que a proteção seja correta, as redes de terra de toda a instalação devem estar unidas, diretamente ou mediante disruptor de terras e a sua resistência deve ser inferior a 10 Ω.

Para mais informações sobre os protetores contra sobretensões transitórias de Aplicaciones Tecnológicas, aceda ao seguinte link.